<a href="http://supravidasecular.bandcamp.com/album/ritmada-eloquencia-poetica-vol-i-ep">Causa Primaria by S.U.P.R.A. Vida Secular!</a>

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Alto-Falante Planetário

O hábito de apreciar o longplay de um(a) determinado(a) cantor(a) ou banda - quando outrora um promissor mercado fonográfico lucrava com a venda de milhões de cópias de discos de vinil - já foi mais contemplativo e romântico, mas a partir do surgimento da internet comercial (de uso irrestrito) e com a popularização do download, o conceito "álbum" começou a entrar em declínio e a maneira como se consome música vem mudando conforme os avanços tecnológicos. Até hoje tenho o costume de ouvir álbuns inteiros e prestar atenção em cada faixa, além de ler atentamente o encarte contendo letras e informações técnicas dos fonogramas - nunca fui um ouvinte meramente casual.

A verdade atual é: o comércio formal de CDs está enfraquecendo vertiginosamente devido à pirataria, e lojas do ramo estão fechando, já fecharam ou vão fechar as portas. A indústria aponta como culpada a rede mundial de computadores, o ambiente perfeito para a troca ilegal de arquivos - por ser um campo completamente virtual e fora de controle. Se a lei diz que é "proibida a reprodução, execução pública e locação desautorizadas" de obras audio-visuais, por que que desde mil novecentos e antigamente são fabricados e vendidos - em larga escala - gravadores (caseiros) de vários formatos de som e imagem (K-7, VHS, CD, DVD, etc.) a qualquer cidadão que queira adquirí-los?!!!

A meu ver, isso é um grande contra-senso que sempre estimulou a prática de copiar músicas e filmes indiscriminadamente, o que na era da internet ganhou proporções ainda maiores. Um artista estabelecido no mercado musical como o Moby é sincero ao dizer preferir que as pessoas "façam um download ilegal à possibilidade de elas não escutarem [sua música]", ou seja, ele tem a consciência de saber ganhar e perder diante dessa realidade, pois quem o consagra é o público.

O ciberespaço prova que a melhor plataforma de divulgação - para um músico expor a sua arte - são as redes sociais, que permitem trabalhar cada canção como se fosse um single (em formato mp3) e a interação com usuários de todos os gêneros (fãs de carteirinha, audiófilos, ouvintes casuais, etc.). É preciso dar liberdade de escolha a cada um a fim de democratizar, e não impor à força - por meio de marketing altamente agressivo - o que deve ou não ser ouvido/consumido.

O "disco" - conceitualmente falando, não a mídia física - morreu, agora quem seleciona o repertório é você (DJ de si mesmo) - de posse de um tocador portátil, um PC e... um clique! Como cantava Gonzaguinha, "quando eu soltar a minha voz por favor entenda" que o meu palco está montado sobre nuvens (rede de difusão e armazenagem de dados digitais) e a minha platéia é o mundo conectado.

terça-feira, 8 de março de 2011

Luz, Câmera, Canção!


Uma canção é como um curta-metragem, onde o intérprete vocal é um ator a protagonizar uma história cantada na primeira pessoa (ou não) num breve período de tempo. O ouvinte, por sua vez, é responsável pela projeção das imagens através dos seus devaneios. Toda vez que faço a audição de uma música - com a qual eu me identifico por alguma razão, seja por causa da letra ou da melodia - me vejo dentro de um universo "imaginográfico" (filme criado por minha mente) no qual eu vivo um personagem e também sou o único espectador. Exemplo: Construção/Deus Lhe Pague (gravada originalmente por Chico Buarque) e Faroeste Caboclo (Legião Urbana) me remetem a esse cenário fantasioso.



Quando um compositor cria a sua trilha sonora particular, não raro, ele mistura experiência pessoal com ficção sentimental - algo baseado em sua própria vida, inspirado em fatos alheios ou simplesmente inventado a partir de referências reais (falo isso com propriedade). Em Causa Primária um homem do campo faz reverência ao Onipresente, exalta a natureza e agradece pela colheita; Sorriso Miserando traduz a expressão de um mendigo que ri ironicamente das agruras da vida nas ruas.



Como poeta operário, sou provocado por cenas cotidianas que refletem em meu modo de atuar no mundo e estimulam meu raciocínio lógico criativo, assim concebo cada "avatar lítero-musical" - com o devido arranjo - que me permite ser um batalhador otimista, um trovador moderno ou um nobre apaixonado. Os holofotes que iluminam as minhas idéias estão sempre acesos. Que o som assuma o papel principal!!! Uma produção... NobioDaPaz Entretenimento. Escrito e dirigido por: Gusnob Mac Lou. Estrelando: Nobilíssimo Gêiser.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

S.V.S.! no Facebook

Visite a página oficial do S.V.S.! no Facebook. Clique em "Curtir" e torne-se um fã, assim como dezenas de pessoas já são.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Álbum Virtual

Muita gente já baixou o álbum Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I: EP) - lançado na internet em 1º de outubro de 2008 - e a cada dia que passa a divulgação "boca à boca" (leia-se blog a blog) faz com que a música que toca o dia-a-dia ecoe pelos quatro cantos do mundo. 

Fico bastante agradecido e contente quando outros blogs como o Discoteca Nacional e o Hominis Canidae ajudam a disseminar trabalhos de artistas independentes, e o S.V.S.! é um deles. É dessa maneira que você tem a oportunidade de conhecer novos sons. Tá esperando o que para fazer o download?



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Para Sempre...

O conceito do termo SUPRA Vida - que significa "sou um poeta relatando a vida" - começou a povoar a minha mente no ano de 2003, durante o percurso de ida e vinda diariamente pela Ponte Rio-Niterói. Filosoficamente, diz respeito ao questionamento dos princípios gerais da existência e as relações entre todas as coisas. Consciente disso, passei a adotar o bordão SUPRA Vida para sempre... como lema. O fato de canalizar as minhas impressões sobre o mundo através da música deu origem ao projeto S.U.P.R.A. Vida Secular!, em 2004, época em que gravei Vacilante Que Pensa Que É Gigante (ou Samba do Vacilante), canção que discute o comportamento vil do homem e os valores pregados por ele.

Ao longo da história, a humanidade é responsável por grandes feitos e descobertas assim como atos de perversão e genocídio, a reflexão sobre os acontecimentos relevantes ou corriqueiros é antes de mais nada um momento de serenidade que permite calcular a influência positiva ou negativa de tudo que me cerca, é daí que vem a inspiração. Em 2005, o S.V.S.! surge oficialmente em disco (100% independente) ao lançar o c.d.-single Compacto Simples (Mente) com duas faixas originais: Vacilante... e O Grande Espetáculo (veiculadas tempos atrás em estação de rádio no Brasil e nos Estados Unidos).

Cinco anos depois desse lançamento, me lembro como foi penoso o processo de produção, eu praticamente tirei leite de pedra e gastei pouco mais de R$ 600,00 (isso sem falar da importante ajuda do camarada Bruno Marcus).


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nuvem De Som

Se há dez anos atrás um artista ou banda independentes tinham poucos recursos e encontravam muitas barreiras na hora de divulgar o seu trabalho, hoje a coisa é diferente.

Foi-se o tempo em que enviar fitas demo para diretores artísticos de gravadoras ou disc-jóqueis de rádios - e ter a ilusão de que as gravações seriam ouvidas - era a maneira mais fácil de divulgar músicas produzidas em fundo de quintal. Naquela época eu jamais imaginei que as minhas canções um dia tocariam numa FM americana, tudo por causa da rede mundial de computadores.

Podem falar o que for da internet, mas uma coisa é certa: ela é a maior plataforma de divulgação já criada pelo homem e sem barreiras geográficas. São inúmeros os sites voltados tanto para músicos quanto para audiófilos. Eu sou os dois! É por isso que eu, Moby, 88-Keys, DJ Bezzi e outros fazemos parte do SOUNDCLOUD. O site permite compartilhar cada faixa em outras redes sociais como Blogger, Facebook, Orkut, etc.; ou o endereço da url para recomendar a um amigo, por exemplo. Confira!


domingo, 19 de julho de 2009

Rádiodifusão

Tom Jobim falava que a saída para a música brasileira era a ponte aérea, pois no seu entender a maioria do público tupiniquim desprezava a bossa nova - que também foi duramente criticada por José Ramos Tinhorão. Ao passo em que sua obra começava a ser divulgada no exterior e a chamar a atenção de cantores e instrumentistas norte-americanos (como Frank Sinatra e Gerry Mulligan), aos poucos o maestro e sua arte iam se tornando populares em seu país de origem.

No Brasil, um artista independente e desconhecido jamais (ou quase nunca) toca nas rádios sem antes pagar o tal do jabá, mas basta alguém estrangeiro ouvir o som dele e rapidamente um D.J. trata de executar uma canção cantada em português numa estação dos Estados Unidos. Pois é, isso já aconteceu e a história se repete quando um disc-jóquei chamado Kerem Gokmen - no programa Dubmission, que vai ao ar todos os fins de semana pela rádio WYEP 91.3 FM - decide tocar... S.V.S.! Após baixar o álbum Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I: EP), Kerem me escreveu dizendo:

"Hello my friend,

Hope all is well. Thanks for the summer sounds.

'Sorriso Miserando' & 'Chá de Boldo' are my favorites, will play on my radio show & podcast this month.

Have a great weekend."
 
 

quinta-feira, 21 de maio de 2009

P2P

Certamente, uma das comunidades musicais mais legais da internet é o Som Barato - onde se divulga e se preserva discografias de artistas brasileiros dos mais variados gêneros. De pessoa para pessoa as informações vão se propagando - através de arquivos .torrent -, e desde que Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I: EP) foi publicado no referido site a procura pelo álbum é grande: já são mais de 130 leituras!!! O barato do som é poder compartilhar boas vibrações com todos. As torrentes sonoras não podem parar.

Agradecimentos especiais ao D.J. Cheech e ao D.J. 440.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O Polemista

Figuras polêmicas são pessoas que normalmente levantam questões delicadas ou abordam assuntos que provocam intenso debate - o que é bastante saudável. No Brasil, especialmente na área da música, o maestro Júlio Medaglia é um desses clássicos personagens que reforçam o coro dos puristas e conservadores , ao se armar com uma "batuta da grossura de um taco de bêisebol" e sentar o cacete de críticas em roqueiros, rapeadores e na indústria cultural em geral. Segundo ele, o rock é uma merda e o rap é um lixo (sobra até umas farpas para o sertanejo e para o pagode romântico).

Sem sombra de dúvida há certa razão em sua opinião, no que se refere ao valor artístico de diversas composições gravadas (ou que se gravam) em produções dos gêneros citados. Mas... Medaglia comete um erro crasso quando generaliza suas afirmações, munido de preconceito e carente de conhecimentos aprofundados quanto às tendências musicais contemporâneas. Baseado numa entrevista concedida por J.M. à revista Caros Amigos (em 2002), compus a parte final da música O Grande Espetáculo - trecho que chama atenção para o ponto de vista radical do músico erudito -, foi gravada anos depois e só agora chegou aos apurados ouvidos do maestro. E ele me escreveu agradecendo:


"Prezado Gêiser. Obrigado pela homenagem às avessas. Tudo é uma questão de talento. Até a merda do rock deu um Jimmi Hendrix, um Stravinsky da cultura pop. Abraços. Julio Medaglia."

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O Brilho Do Sol

Um dia quente pode ser tão estafante quanto inspirador, pode ser tão cansativo quanto animador, pode também condensar nuvens que transformam-se em chuvas que espantam o calor ou pode também ser o fio condutor para o otimismo do compositor (e fazê-lo compor). Hoje a previsão metereológica é de sol intenso que em parceria com a rede mundial de computadores promove o lançamento de uma canção inédita chamada... Reluzir Do Astro-Rei.

A partir desse momento você já pode ouvir* e baixar** gratuitamente esta que é uma das faixas bônus do álbum Ritmada Eloqüência Poética (Vol. I: EP). A referida música foi a última a ser gravada e não ficou pronta a tempo de ser incluída no EP, quase ficou de fora e seria engavetada. Mas depois de concluída ela deu um enorme salto em conceito artístico, ficou tão boa que resolvi voltar atrás e dá-la de presente aos fão do SUPRA Vida.

Reluzir... traduz o espírito da determinação, da auto-estima, da realização de um sonho através da luta incessante e é dedicada à memória do meu camarada Ronier 73 (1977-2007) - articulado cantor de rep que nos deixou muito cedo.